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Terça-feira, Abril 17, 2007



PLANO DE AULA

Matéria: República Velha - Esta atividade faz parte da matéria - República Velha - onde trabalhamos a utilização do poder pela oligarquia cafeeira, em benefício próprio.
Série: 3º ano Ensino Médio
Qtdd. = 2 aulas

Objetivo: Compreender os diversos aspectos de atuação do Estado Brasileiro na contemporaneidade e os mecanismos criados para relação com a sociedade.
Trabalhar o conceito moderno de "Estado" como uma entidade concreta que reflete a forma de organização da comunidade, ou seja, como essa comunidade o constitui.

Metodologia:
Seleção de cinco textos sobre o "Estado" Brasileiro, de diferentes autores, que tratam de diferentes questões contemporâneas, retiradas da Folha on Line.
Atividade para duas aulas com estes textos: uma para leitura (um texto por grupo), discussões e anotações em grupo das principais questões colocadas pelo texto e compreensão da visão do autor; e outra para cada grupo expor sua leitura, promover discussão e um debate aberto entre todos da classe.
Neste debate pretendo:
- Trabalhar as diferentes questões e visões colocadas sobre o Estado e fechar com a idéia da responsabilidade dos cidadãos em relação à sociedade que ele ajuda a construir a partir do individual em relação ao coletivo.
- Comparar as características do Estado Brasileiro atual com a República Velha.
Assuntos dos textos: Educação, Plebiscito, Investimento Público, Costumes Sociais e Segurança.

Habilidades em exercício:
- Desenvolver a capacidade leitora e interpretativa de artigos de jornais;
- Identificar as diferentes formas de argumentação e as diversas vozes que estão presentes nos artigos;
- Comparar as diferentes características de sociedades diversas;
- Socializar temas polêmicos, através de discussões e debates entre os pares.

Folha de São Paulo, sábado, 07 de abril de 2007 - DINHEIRO

O outro lado do PIB - OTAVIANO HELENE
A recente revisão do PIB enfatizou quão pequenos são os gastos públicos em educação no país.

RECENTEMENTE, o IBGE reviu a sistemática usada nas estimativas do PIB, mostrando que ele é cerca de 10% maior do que indicavam avaliações anteriores. Essa revisão propicia que reavaliemos vários aspectos de nossa realidade. Em particular, ela enfatiza a origem de nossas mazelas (ou tragédias) sociais e aponta para a necessidade de ações mais intensas, efetivas e urgentes por parte das diferentes esferas governamentais.
Se o PIB é cerca de 10% maior do que se estimava anteriormente, os gastos sociais públicos (em educação, saúde, Previdência, Justiça, segurança, habitação etc.) são cerca de 10% menores quando comparados com o PIB. Vejamos, especificamente, o caso da educação. Anteriormente, pensávamos que os gastos públicos com educação estivessem em cerca de 4% do PIB, percentual já muito pequeno. Levando em conta as recentes revisões do IBGE, aquele percentual cai para pouco mais do que 3,5% do PIB, valor muito abaixo do necessário e inferior ao que é aplicado nos vários países que superaram ou estão superando atrasos escolares ou, ainda, que mantêm bons sistemas educacionais.
A insuficiência dos recursos destinados à educação escolar no Brasil fica bastante clara quando examinamos alguns casos específicos. Vejamos o caso do Estado de São Paulo. O gasto anual por criança ou jovem na rede estadual de educação básica em 2004 (último ano para o qual há dados consolidados sobre Orçamentos públicos, PIB e matrículas) foi de cerca de R$ 1.400, o que corresponde a pouco mais do que R$ 100 por mês. Comparem-se os investimentos públicos com os gastos educacionais dos segmentos mais favorecidos e que freqüentam boas escolas, cujas mensalidades são até dez vezes mais altas. Se a essas mensalidades escolares forem adicionadas outras despesas educacionais, como cursos de língua, esportes, aulas particulares, atendimento psicológico, materiais didáticos e paradidáticos etc., entendemos a origem da enorme diferença de desempenho apresentada pelos estudantes provenientes da rede pública de educação quando comparado com o de seus colegas mais favorecidos e provenientes das boas escolas privadas.
Devemos notar que o pequeno investimento público por estudante não é uma limitação econômica do Estado, pois a renda per capita paulista em 2004 foi de cerca de R$ 13 mil. Ou seja, o gasto por estudante da rede estadual corresponde a cerca de 10% da renda per capita. Investimentos por estudante nessa faixa são absolutamente insuficientes para viabilizar um sistema educacional minimamente aceitável. Gastos com educação básica devem ser da ordem de 30% da renda per capita, como ocorre em países organizados, sejam ricos ou pobres, e como foi proposto no Plano Nacional de Educação apresentado pela sociedade brasileira. A comparação dos gastos por estudante com a renda per capita mostra que o pequeno investimento não é conseqüência de uma limitação econômica do Estado, mas, sim, de uma política deliberada de gastos sociais do setor público.
Essa carência de investimentos é suficiente para comprometer o funcionamento de um sistema escolar e explica plenamente a falência da educação pública. O mesmo problema da educação básica ocorre nos demais níveis. Por exemplo, na educação superior paulista, a situação não é melhor. No Estado de São Paulo, os gastos públicos com educação superior em nível de graduação de todas as instituições, incluindo as estaduais, federais e municipais, são de aproximadamente 0,4% do PIB. Como no caso da educação básica, precisaríamos multiplicar por três esse percentual caso quiséssemos atingir um patamar próximo do que se observa em países minimamente organizados.
Talvez parte da crise econômica pela qual passa o Estado de São Paulo, cuja renda per capita é basicamente a mesma desde meados da década de 1980, como mostram os dados divulgados pelo Seade, possa ser explicada pelo pequeníssimo investimento em educação pública superior de qualidade, fundamental para a formação da força de trabalho.
Enfim, se a revisão do PIB revelou uma produção econômica até então desconhecida, ela também enfatizou quão pequenos são os gastos públicos em educação. Não é surpreendente, portanto, o panorama social, econômico e cultural que se observa no país em geral e em São Paulo em particular, até porque essa situação de sub-investimento público ocorre, também, em outras áreas de interesse social.

OTAVIANO HELENE, 57, professor do Instituto de Física da USP, é ex-presidente da Adusp (Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo) e do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

Folha de São Paulo, terça-feira, 10 de abril de 2007 - OPINIÃO

Por um Brasil sem aborto - LUIZ BASSUMA

Esperamos que Lula reafirme sua posição contra a legalização do aborto e deixe claro que não permitirá tal retrocesso

O ANO de 2007 começou preocupante para os defensores da vida a partir da concepção, já que Portugal, mediante um referendo com baixa participação popular, legalizou o aborto.
No Brasil, em março de 2007, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou um projeto de decreto legislativo de autoria do senador Gerson Camata propondo a realização de plebiscito sobre seis questões.
Entre elas a legalização do aborto.
O plebiscito é o instrumento jurídico-político mais democrático para a tomada de decisões relevantes. Mas o direito à vida é tão abrangente e fundamental que não pode, sob hipótese nenhuma, ser um apêndice. Logo, é equívoco perigoso reunir questões tão diferentes num mesmo plebiscito.
Além disso, a idéia é insustentável juridicamente, pois a Constituição expressa, no seu artigo 5º, como cláusula pétrea, o direito à vida. Em 1988, ainda se questionava nos meios acadêmicos e científicos sobre o instante em que a vida tem origem. Hoje, com os avanços extraordinários da genética e da embriologia, não há espaço para qualquer dúvida: a vida começa no exato momento da concepção.
O Brasil, mesmo sendo o maior país do mundo em terras férteis agriculturáveis e em reserva de água, tem apenas 190 milhões de habitantes. Enquanto na Europa só dois países não legalizaram o aborto, na América Latina o quadro é oposto.
Por isso, organizações internacionais investem muito no Brasil com o objetivo de legalizar o aborto, seja por interesses diretos na lucratividade desse mercado, seja por interesses políticos no controle da natalidade em um país que, por seu potencial socioeconômico, é líder natural na América do Sul e nação emergente.
Estou absolutamente convencido de que se tivéssemos boas políticas públicas voltadas para o apoio à mulher grávida, além de acesso fácil a informações sobre todas as graves conseqüências biológicas, psicológicas e principalmente espirituais, não haveria necessidade de uma lei pró-aborto, pois ninguém, conscientemente, optaria pelo aborto como solução para uma gravidez indesejada.
As mulheres mais jovens e pobres, vítimas de toda sorte de preconceito, precisam encontrar no Estado apoio amplo e irrestrito à maternidade, cuja beleza deve ser compartilhada com a paternidade responsável.
Nesse sentido, causam preocupação as absurdas declarações públicas do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, apoiando a legalização do aborto. Nem a pesquisa Datafolha de domingo, em que 65% da população brasileira se manifesta contrária à alteração da legislação sobre o aborto, foi capaz de mostrar ao ministro a impopularidade da proposta.
E um segundo dado muito significativo deveria ser considerado: o índice de 65% é recorde e vem crescendo constantemente desde 1993, quando a pesquisa começou a ser feita.
O ministro também deveria notar as milhares de pessoas que compareceram ao ato público a favor da vida, ontem, em Fortaleza. Essas pessoas, que pertencem a organizações religiosas, sociais e fomentadoras da paz, deram um recado claro: o brasileiro não quer a legalização do aborto.
Por isso, esperamos todos que o presidente Lula reafirme sua posição contra a legalização do aborto, expressa na Folha durante o segundo turno da campanha presidencial, e deixe claro à nação brasileira que, em seu governo, jamais permitirá que ocorra tal retrocesso medieval.
Recentemente, o país ficou indignado com a violência, quando o menino João Hélio, de seis anos, foi arrastado barbaramente pelas ruas do Rio de Janeiro. Sabemos que a violência tem múltiplas facetas, algumas bem visíveis e chocantes, como a que sofreu o garoto carioca. Mas há outras, silenciosas e ocultas. Enquanto tolerarmos que milhares de criaturas indefesas sejam vítimas da indústria do aborto, continuaremos gerando uma psicosfera doentia e desequilibrada, anulando ações promotoras da paz.
Aspiramos que nosso país seja referência mundial na "dignificação da vida" em todos os seus aspectos. Um lugar onde todos os seres humanos tenham liberdade, acesso à saúde e educação de qualidade, moradia, trabalho, lazer e cultura. Mas tudo começa quando um espermatozóide fecunda um óvulo, dando início à formação de um novo ser humano, que precisa ter garantido o primeiro e o mais importante de todos os direitos: o direito de nascer.

LUIZ BASSUMA, 50, deputado federal pelo PT-BA, é presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Vida -Contra o Aborto do Congresso Nacional.

Folha de São Paulo, domingo, 15 de abril de 2007 - TENDÊNCIAS/DEBATES

Violência e Estado - TARSO GENRO

Quando parte do povo aceita como natural que grupos privados dêem mais segurança que o Estado, estamos chegando no limite

O PODER soberano do povo, na democracia moderna, supõe que a Constituição é originária da sua vontade plena. Mas o povo é diverso, não constitui vontade única e o consenso - retratado na Constituição - é apenas uma trégua para novas mudanças na história. Esse artifício do gênio humano é a maior revolução política que a humanidade jamais produziu.
A superioridade dessa construção - a vontade unitária do povo aceita como contrato político - é que abre o regime democrático para a exigência de mais democracia. Se a vontade unitária do povo é aceita racionalmente como um acordo engendrado pela razão (tornada contrato político), ela pode ser aperfeiçoada como fruto da própria razão (para promover melhores contratos políticos).
A tentativa de instituir a pura vontade "de classe" ou da "nação" como origem do poder constituinte -como tentaram respectivamente a experiência dos sovietes e do fascismo- fracassou por muitos motivos. Como expressão do direito, porém, elas faliram porque, considerando a nova Constituição como expressão pura de uma classe ou da nação (e não como ficção consensuada no discurso jurídico), o direito constitucional fechou-se para qualquer evolução inspirada na diversidade real do povo.
A regulação do poder do Estado democrático de Direito abrange necessariamente dois grandes níveis: a regulação para o exercício legal da violência preventiva e repressiva; a regulação de políticas sociais, econômicas, culturais, para que os cidadãos não precisem buscar o exercício arbitrário da violência privada para proteger seus interesses.
O esforço que nosso país faz desde a Constituição de 88, no terreno da segurança, é sempre mais voltado para políticas repressivas tradicionais do que para políticas que interfiram sobre fontes sociais, culturais e psicológicas da violência e do crime. Já temos, porém, de governos de distintas posições políticas, programas positivos que abrangem os dois níveis de luta contra a violência e o crime, que devem ser universalizados.
Quando pelo menos uma parte significativa do povo (aquele colegiado aberto que detém a soberania) começa a aceitar como natural que grupos privados lhe dêem mais segurança do que o próprio Estado, é porque estamos chegando no limite. É quando o monopólio da violência pelo Estado começa a ser deslegitimado e assim a violência, como fato "social-natural", tende a tornar-se uma norma não escrita. Pior: aceita como superior às leis originárias do poder constituinte do povo.
Precisamos, para resgatar a confiança do povo no seu poder constituinte, de programas municipais, estaduais e federais, que integrem as políticas de segurança pública com as políticas sociais, e para isso é preciso, em primeiro lugar, ter "foco" determinado (o que não significa artesanato ou micro-experiências localizadas), "centro" em grandes áreas metropolitanas, sobre faixas etárias específicas (juventude) mais sensíveis e "prioridade social" para setores mais atingidos pela criminalidade, face a carências culturais e econômicas.
Essas políticas devem ser cientificamente programadas pelos entes da federação, e à medida em que abrirem perspectivas de vida para milhões de jovens, darão um novo sentido democrático ao crescimento econômico e ajudarão a relegitimar a própria repressão ao crime. As medidas de natureza puramente policial são insubstituíveis, mas elas só incidem sobre o presente imediato.
É natural, por isso, que elas tenham forte acolhimento na consciência média da cidadania e larga simpatia dos meios de comunicação. Lamentavelmente, no entanto, é previsível que, no máximo, elas mantenham a situação como está.
A questão da segurança no Brasil já não é uma questão apenas de déficit de funcionalidade policial do Estado de Direito atual, como acentuou corretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Está em causa a própria aceitação da democracia como jogo aberto para todos e no qual todos, de algum modo, podem ser vencedores.

TARSO GENRO , 60, é ministro da Justiça. Foi ministro da Educação, ministro da Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República e prefeito de Porto Alegre pelo PT. É autor de "Utopia Possível" (Artes e Ofícios).




blog escola 8:54 PM

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Quinta-feira, Janeiro 25, 2007



BALADA DAS COISAS SEM IMPORTÂNCIA

Conheço se há moscas no leite,
Conheço pela roupa o homem,
Conheço o tédio e o deleite,
Conheço a fartura e a fome,
Conheço a mulher pelo enfeite,
Conheço o princípio e o fim,
Conheço pela chama o azeite,
Conheço tudo, menos a mim.

Conheço o gibão pela gola,
Conheço o rico pelo anel,
Conheço o fiel pela sacola,
Conheço a monja pelo véu,
Conheço o porco pela tripa,
Conheço o irmão pelo latim,
Conheço o vinho pela pipa,
Conheço tudo, menos a mim.

Conheço a mula e o cavalo,
Conheço o carro e a carreta,
Conheço a galinha e o galo,
Conheço o sino e a sineta,
Conheço a flor pelo talo
Conheço Abel e Caim,
Conheço o pote e o gargalo,
Conheço tudo, menos a mim.

Ofertório

Príncipe, conheço tudo em suma,
Conheço o branco e o carmim,
E a morte que o fim consuma.
Conheço tudo, menos a mim.

(François Villon) - tradução Ferreira Gullar.

blog escola 8:14 AM

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Domingo, Agosto 27, 2006


Henry Moore

Paciência

Lenine
Composição: Lenine e Dudu Falcão

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para...

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora, vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência.

Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara... (Tão rara...)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para... (a vida não para... não.)

Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara... (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para... (a vida não para, não... a vida não para)


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Terça-feira, Julho 18, 2006

Lutar Pelo Que é Meu
Charlie Brown Jr

A gente passa a entender melhor a vida
Quando encontra o verdadeiro amor
Cada escolha uma renuncia isso é a vida
Estou lutando pra me recompor

De qualquer jeito o seu sorriso
Vai ser meu raio de sol
De qualquer jeito o seu sorriso
Vai ser meu raio de sol

O melhor presente Deus me deu
A vida me ensinou
A lutar pelo que é meu
O melhor presente Deus me deu
A vida me ensinou
A lutar pelo que é meu

blog escola 5:54 PM

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Sábado, Abril 08, 2006

EDUCANDO PELA DIFERENÇA PARA A IGUALDADE

Esta música foi utilizada na Videoconferência do Programa
"Educando pela diferença para a Igualdade" realizada no dia 07 de abril.



Respeitem Meus Cabelos Brancos

Chico César
Composição: Chico César

Respeitem meus cabelos, brancos
Chegou a hora de falar
Vamos ser francos
Pois quando um preto fala
O branco cala ou deixa a sala
Com veludo nos tamancos

Cabelo veio da áfrica
Junto com meus santos

Benguelas, zulus, gêges
Rebolos, bundos, bantos
Batuques, toques, mandingas
Danças, tranças, cantos
Respeitem meus cabelos, brancos

Se eu quero pixaim, deixa
Se eu quero enrolar, deixa
Se eu quero colorir, deixa
Se eu quero assanhar, deixa
Deixa, deixa a madeixa balançar

A Música, de Chico César, faz um jogo com as palavras, compondo dois sentidos na letra. Faz uma crítica quando fala sobre os cabelos dos negros, que na sociedade de branco (ocidental industrial) é motivo de zombaria e, também, nas relações de exploração e preconceito que sofrem os afro-descendentes.
Ele chama a atenção sobre a necessidade de respeito que precisa existir entre as raças. Fala dos povos e termos da língua africana que fazem parte da cultura brasileira, consolidando e valorizando a influência africana no modo de ser brasileiro.
Remete à idéia da África como berço das civilizações que exploraram o continente africano "Respeitem meus cabelos, brancos" associando duas interpretações à palavra branco: adjetivo de cabelos (idéia de tempo e ancestralidade) e substantivo comum (homens de origem européia).



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Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006



A ARTE DA HISTÓRIA NA HISTÓRIA DA ARTE: MEMÓRIA PAULISTANA
RELATÓRIO DE ENCERRAMENTO DO PROJETO EM 2005

Este relatório tem como objetivo expor os resultados dos trabalhos realizados pelo Projeto ¿Memória Paulistana¿ bem como explanar as dificuldades encontradas no desenvolvimento do processo e o que ainda falta ser atingido.

Levando-se em consideração os objetivos do projeto, principalmente o de estimular uma visão mais ampla da cidade de São Paulo, sob uma ótica interdisciplinar, buscando estabelecer uma conscientização dos educandos de suas responsabilidades sociais no processo de desenvolvimento da cidade, começamos por destacar que este objetivo demonstrou-se muito amplo o que gerou uma complexidade na concretização do projeto.

Em relação à interdisciplinaridade do projeto, a princípio pretendíamos realizá-lo com a participação de professores das áreas de História e de Arte, porém, no processo das inscrições, por interesse das escolas, acabamos envolvendo professores da disciplina de Português, fato que enriqueceu bastante os debates sobre as diversas possibilidades de leituras de obras de arte, documentos históricos, literatura e acervo arquitetônico da cidade de São Paulo, além de aprofundar as reflexões sobre leitura e escrita.

Os resultados obtidos neste trabalho ficaram muito mais em torno dos projetos e atividades que podem ser construídos pelos professores do que das produções, propriamente ditas, dos alunos, devido ao pouco tempo que tivemos para sua realização, pois as atividades somente puderam ser iniciadas em agosto de 2005.

Foram realizadas, entre os ATPs de História e de Arte e os professores inscritos no curso, três (3) visitas a museus, a saber: Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu Lasar Segall e Museu Paulista. Não foi possível a realização da visita em duas das instituições propostas no início do projeto: Arquivo Histórico do Estado de São Paulo e Memorial do Imigrante. A agenda do Arquivo Histórico do Estado de São Paulo não coincidia com os horários de nosso planejamento, sendo substituídos pela Pinacoteca, que correspondeu a todas as nossas expectativas e possui um excelente trabalho de ação educativa. O Memorial do Imigrante cobra uma taxa de R$ 40,00 por participante da visita (com monitoria especializada na história do Museu e da imigração), o que impossibilitou a inclusão desta instituição em nossos estudos, pois não havíamos previsto uma verba para esta atividade.

Com estas visitas às Instituições citadas, muitas questões foram debatidas e aprendidas por todos os participantes, pois a própria história de suas origens possui muitas informações sobre a história da cidade e trazem vários elementos para serem estudados que nos informam sobre o desenvolvimento da cidade e seus diferentes contextos.

Nossa visita à Pinacoteca teve como objetivo conhecer e refletir sobre a potencialidade de seu acervo para estudo da Arte e da História da cidade de São Paulo. Começamos pelo próprio prédio da Pinacoteca e seu contexto de criação, a qual não foi construída com a finalidade de ser um museu e passou por diferentes usos até seu destino atual.



Em finais do século XIX, a cidade de São Paulo começa passar por uma grande transformação social e econômica que acaba refletindo na arquitetura da cidade. Com a riqueza provinda do café, ela recebe imigrantes e ex-escravos que se dirigiam para a cidade em busca de sobrevivência, fato que aumentou sua população de 64.934 em 1890 para 239.820 em 1900, representando um crescimento populacional de cerca de 268%.

Habitada por uma elite beneficiada pelos lucros cafeeiros, a cidade de São Paulo começa a deixar de ser uma vila colonial para tornar-se uma cidade urbana e com características da modernidade européia, em particular da França. Num processo de embelezamento, novos prédios começavam a ser construídos para trazer à cidade uma cara nova de cidade "civilizada".

Teatro, prédios públicos, parques, novos traçados das ruas, é nesse contexto de rápido crescimento da cidade que nasce, em 1882, de um projeto de Ramos de Azevedo, o Liceu de Artes e Ofícios, hoje Pinacoteca do Estado, cujo objetivo era abrigar uma escola para formação de mão-de-obra especializada, necessária nesse momento devido à demanda por trabalhos dos ofícios artísticos em pedra, bronze, ferro e madeira.

O projeto arquitetônico do final do século XIX e início do século XX, no Brasil, privilegiava o neoclassicismo, um estilo já em significativa ausência de uso na Europa, mas que agradava muito a elite cafeeira da época. O prédio da Pinacoteca foi construído em composições simétricas com colunas clássicas. No plano original existia uma torre (abóboda) no corpo central do edifício que, por questões financeiras, não foi concretizada.

Do Liceu de Artes e Ofícios, muitos artistas e artesãos contribuíram para a nova arquitetura paulistana, trabalhando em monumentos, grades, lustres, esculturas, etc. Um trabalho de pesquisa poderá ser elaborado com o objetivo de identificar a colaboração destes personagens do Liceu de Artes e Ofícios na construção arquitetônica da cidade.

Após essa fase do Liceu de Artes e Ofícios, o prédio torna-se uma instituição que passa a acolher a guarda das obras de arte que compunham o acervo pertencente ao governo estadual, nesse contexto é criada a Pinacoteca do Estado de São Paulo.

No momento em que consideramos seu acervo, privilegiamos as pinturas em telas, refletindo sobre as diversas correntes artísticas que influenciaram a criação dos artistas plásticos desde finais do Século XIX até o século XXI.

Foi debatido entre os professores todo o papel da arte desenvolvida pela Academia e também as transformações artísticas e sociais ocorridas entre o final do século XIX e início do século XX.

Da Arte Moderna para a Arte Contemporânea, muitas mudanças ocorreram. Novas formas de representação estética surgiram e dialogavam com a era da reprodutibilidade da obra de arte. A divisão da confecção da obra de arte com outros colaboradores, sem necessariamente sua elaboração ser de responsabilidade integral do artista, foi uma das transformações discutidas entre os professores que, diante das obras, refletiam sobre as diferenças. Na Arte Contemporânea, ganha maior valorização a idéia que será transmitida pela obra de arte e não seu valor mercadológico, fenômeno que proporciona uma maior liberdade de expressão e de versatilidade do material empregado pelo artista.

A visita ao Museu Lasar Segall teve como principal fator a discussão da arte moderna, decorrência das transformações sociais, políticas e econômicas da época que proporcionaram a mudança do pensamento estético e possibilitaram as diversas abordagens que a arte passou a representar.

Através da biografia de Lasar Segall, os professores puderam perceber em sua obra o olhar europeu sobre os trópicos de uma maneira desvinculada da Academia e sem o olhar do preconceito, mas com o exotismo comum da época.

Debateram sobre as produções de Lasar Segall, caracterizando-o como um artista humanista, cuja temática predominante em suas obras é o drama social e o destino trágico da humanidade, tudo isso expresso através da construção de composições despreocupadas com a realidade tal qual ela é vista, mas preocupadas com a expressão assinalada pela mensagem que o artista queria transmitir.

O Museu Paulista realizou um trabalho excelente com os professores. Proporcionaram uma reflexão teórica sobre acervos de museus e formas de análise dos objetos que requerem uma compreensão através da leitura externa e interna do objeto, ou seja, busca de informações que forneçam o conhecimento de sua função histórica e as transformações de usos por que passaram.

Conhecemos todo o Museu Paulista, seu acervo, a história do prédio e da formação do museu e discutimos sobre as propostas de curadoria das diversas exposições existentes. Refletimos sobre as diversas possibilidades de trabalhos e o papel do orientador da visita, como um mediador que possibilita o olhar ao passado, criando as condições de resignificação do objeto enquanto sua importância social.

Teleinformática na Educação

O desenrolar do trabalho no quesito de Informática e educação não atingiu como um todo os objetivos propostos no projeto de instrumentalização para o desenvolvimento do trabalho coletivo a partir de meios eletrônicos. O objetivo inicial era comunicar e divulgar os trabalhos realizados por cada professor através da utilização do BLOG, pois, é um meio rápido e instantâneo de divulgação dos resultados das pesquisas e troca de informações e comentários. Porém, a maioria dos professores ainda desconhece as técnicas para operacionalização da internet, fato que nos levou propor a inclusão de mais encontros de orientações técnicas junto ao Núcleo Regional de Tecnologia Educacional (NRTE), para um maior aprofundamento do uso da internet e de suas ferramentas disponíveis e existentes.

Outro problema enfrentado pelos professores foi o período de realização das pesquisas e elaboração de textos para sustentação dos blogs, ferramenta escolhida para publicação dos trabalhos, esta etapa confluiu com o final do segundo semestre nas escolas, o que prejudicou a disponibilidade dos professores para o desenvolvimento das atividades propostas pelo projeto.

Encontros Complementares

Três encontros foram realizados na Diretoria de Ensino Centro-Oeste, além do Núcleo de Informática e os Museus.

No primeiro encontro apresentamos o projeto, discutimos o cronograma e realizamos uma reflexão sobre a interdisciplinaridade na educação. Usamos como fundamentação para as discussões textos de Ivani Fazenda, Fernando Hernández e de Nilbo R. Nogueira que contribuíram para o entendimento sobre a interdisciplinaridade, a qual alguns professores já praticavam, mas pouco haviam estudado e refletido sobre o tema. Durante o encontro, assuntos como a fragmentação dos conteúdos foram tratados inicialmente para a compreensão da interdisciplinaridade, a fim de contextualizar historicamente o surgimento e a utilização desta prática pedagógica. Algumas questões feitas em sala de aula pelos alunos como: "Professor, por que eu preciso aprender isso?" - "Pra que vai servir isso para a minha vida?" - sempre são enfrentadas pelos professores e foram discutidas durante o encontro. Foram abordados também os seguintes termos que acompanham as definições e esclarecimentos do tema interdisciplinar: Multidisciplinaridade, Pluridisciplinaridade, Transdisciplinaridade, Metadisciplinaridade.

No segundo encontro, foram trabalhadas algumas telas dos artistas plásticos: Antonio Ferrigno, Annita Malfatti, Benedito Calixto, Tarsila do Amaral e Jean-Baptiste Debret cuja temática era a cidade de São Paulo. Durante esta atividade, realizamos uma longa discussão sobre a leitura de imagens abordando as construções técnicas das obras e as informações que elas disponibilizaram sobre São Paulo da época. Toda obra, quando analisada como um documento histórico, disponibiliza muito mais do que informações descritivas de conteúdo, porque traz informações do autor, da sociedade e do contexto em que ela foi produzida, e foi nesta perspectiva que produzimos nossos debates.

Também, neste mesmo princípio de análise, apresentamos fotografias da cidade de São Paulo referentes ao período do final do século XIX e início do século XX, dos fotógrafos Augusto Militão, Guilherme Gaensly e Vincenzo Pastore, e discutimos sobre os objetivos da fotografia na época e quais os aspectos da cidade focalizados por estes fotógrafos.

Para encerrar as atividades deste encontro, fizemos uma leitura do texto "A paisagem paulistana e seus espaços públicos, uma proposta de trabalho didático" de autoria de Saide K. Proost de Souza e Yasuko Tominaga, que analisa a privatização do espaço público como reflexo de uma sociedade na qual predomina o individualismo nas relações econômicas e de poder.

O terceiro e último encontro teve como objetivo realizar uma avaliação do projeto, dos objetivos atingidos e das sugestões para continuidade do trabalho.
Foram debatidos, exaustivamente, os conceitos de patrimônio cultural e memória coletiva, definições de importante compreensão para o desenrolar de todo o trabalho com a cultura da cidade.

Considerando a diversidade da vida das pessoas, foi consenso entre os professores que discutiram o patrimônio cultural, sob um ponto de vista mais abrangente, refletir sobre o cotidiano, as necessidades, a forma como a sociedade se organiza para convivência, as regras que ela estabelece, como transforma o espaço que vive e como elabora suas técnicas para desenvolvimento da realização do trabalho. Olhar para os homens e suas relações com o meio ambiente de uma forma mais ampla é fundamental como ponto de partida para realização das atividades com os educandos, com o objetivo de sensibilizá-los para uma compreensão social que considere as diversas facetas da cidade e da vida social de seus indivíduos.

O registro e o conhecimento destas informações é importante para a memória da população, e na construção dessa memória é que se forma a noção de pertencimento do indivíduo na sociedade, sociedade esta, que se transforma historicamente. Os bens materiais ou imateriais que fazem parte deste contexto social criam a memória coletiva que não comportam em sua definição os objetos descontextualizados e sem significado para a coletividade.


O que foi significativo para os alunos:

Segundo os professores, muitos alunos não conheciam instituições culturais e seus acervos, e a oportunidade que foi dada por este projeto, viabilizando o transporte para estas visitas, facilitou a organização da escola para estas atividades. A descoberta destes espaços pelos alunos e a presença em museus e instituições culturais revelaram novos horizontes, novos conhecimentos através do contato direto com os objetos artísticos ou museológicos. Os alunos começaram a se interessar por estas instituições que, para muitos, era um mundo a parte, e encontraram nelas outras possibilidades de reflexão e de inferência aos seus conhecimentos. A percepção da arte contemporânea gerou muitas polêmicas ao ser confrontada com a clássica, e nesse debate as experiências dos estudantes adquirem novas informações diversificando o conhecimento.

Este projeto ampliou aos alunos a possibilidade de leitura de diversas linguagens através de diferentes fontes de conhecimento, como o acervo de museus: obras de arte (pinturas, esculturas e desenhos), documentos e objetos históricos e o acervo arquitetônico da cidade de São Paulo, aumentando suas questões sobre a cultura da cidade e sobre a sociedade em que vivem.

Eles se sentem valorizados pela oportunidade de realizar uma visita ao museu, e nesse momento o papel do professor é imprescindível na preparação dos educandos para a atividade cultural. Após as visitações, percebe-se nos alunos, com o decorrer das discussões, um aumento de vocabulário, pois passam a explicar e a ler melhor as imagens que estão observando. Eles associam outras informações às novas que estão adquirindo e vão reelaborando os conceitos que têm sobre determinados assuntos.

Foi bastante debatida nos nossos encontros a questão da interferência do professor em relação à percepção do aluno ao analisar os acervos.Cabe ao professor orientar o aluno sem que direcione o seu olhar. O professor contextualiza a Arte e a História, mas quem deve ler a obra com suas opiniões e conhecimentos pessoais é o aluno.

Opinião e reivindicações dos professores:

O projeto conseguiu atingir seus objetivos no que diz respeito à interdisciplinaridade entre as áreas de Arte, História e, também, Língua Portuguesa, pois cada professor foi complementando e fornecendo novas informações ao que o outro abordava.

Os professores solicitaram a continuidade do trabalho e que este seja retomado, em 2006, logo nos primeiros meses do ano. Sugeriram a participação dos alunos nos encontros para socialização dos resultados obtidos pelos trabalhos realizados nas escolas.

Sugeriram, também, que poderíamos valorizar o entorno do estudante, iniciando o projeto com o conhecimento da história dos próprios alunos - história familiar - história da Vila ou do Bairro e por fim história da Cidade de SP.

Consideraram importante a inclusão de um especialista, durante o decorrer do projeto, para aprofundamento teórico sobre museologia, leitura de obra de arte e História do Cotidiano.

Várias outras instituições foram propostas para inclusão no projeto com o objetivo de diversificar o conhecimento cultural, tais como: Centro Cultural Banco do Brasil, que inclusive tem um projeto que disponibiliza ônibus gratuito às escolas, o Instituto Cultural Itaú, Teatro Municipal, Conjunto Cultural da Caixa, Casa das Rosas, Museu Afro-Brasil, Museu da Casa Brasileira, passeio histórico no centro da cidade (DPH) e Palácio dos Campos Elíseos.

Mediante o exposto, este trabalho pretende ter uma continuidade, tanto para aprofundamento dos conceitos trabalhados e pesquisas iniciadas, como para a concretização de trabalhos produzidos pelos educandos.

A realização e alimentação dos Blogs pelos professores é outro item que necessita ser aprofundado e concretizado, para tanto, um maior envolvimento dos ATPs do Núcleo Regional de Tecnologia Educacional (NRTE) será solicitado na próxima etapa.

A proposta de trabalho permanecerá em manter um processo autônomo dos professores, em relação à realização dos projetos e ou atividades, no sentido de valorização da regionalidade e interesses dos alunos, incentivando uma maior preocupação com a observação do entorno e com os temas que reflitam as problemáticas presentes e importantes para eles.

Projeto realizado pela Oficina Pedagógica da Diretoria de Ensino Centro-Oeste.
ATPs responsáveis: Ester Galesi Gryga (História) e Ivan Marcos Groff (Artes)

blog escola 5:29 AM

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Segunda-feira, Outubro 31, 2005

VISITA AO MUSEU LASAR SEGALL

Lasar Segall nasceu em Vilna, capital da Lituânia (domínio Rússia czarista), em 1891, numa comunidade judaica, onde começou estudar desenho e pintura. Em 1906 vai para Alemanha aperfeiçoar seus estudos, e é influenciado pelas correntes expressionistas, com uma certa liberdade de expressão e aspirações humanistas, principalmente no período em que permanece em Dresdem, não restringindo suas produções ao estilo acadêmico, estudado em Berlim.

O artista cria suas obras expressando sua indignação com as injustiças humanas: a pobreza, a marginalização, a violência, principalmente durante o período da Primeira Guerra Mundial, quando ainda vivia na Europa. Nesta época, seus quadros têm características de pessoas anônimas (sem fisionomias próprias) e as cores utilizadas são em tonalidades escuras.


Os Eternos Caminhantes - 1919 - Obra integrante da exposição sobre "Obras Degeneradas", organizada por Hitler, durante sua ascenção política na Alemanha.

Viveu no Brasil a partir de 1923, quando se fixou em São Paulo e envolveu-se com os artistas do Modernismo. Nesta fase são utilizadas cores fortes e vivas em suas obras, que refletem uma produção exposta à luz do dia, caracterizando expressões fisionômicas mais individualizadas e também manifestando sua preocupação com a expressão do povo brasileiro, características da natureza do Brasil, plantas, paisagens e enfatizando a luminosidade nas obras.


Morro Vermelho - 1926

De 1928 à 1932 mora em Paris com a família e sua produção muda de temática, formas e cores. A emigração começa fazer parte de sua manifestação artística, que mais tarde dará inspiração a vários trabalhos, como também as temáticas sobre a guerra, êxodo, violência e submissões humanas a injustiças, obras elaboradas em seu retorno ao Brasil durante o período da Segunda Guerra Mundial.


Navio de Emigrantes - 1939

Vários críticos definem Lasar Segall como um artista humanista, cuja temática predominante de suas obras é o drama social e o destino trágico da humanidade, tudo isso expresso através da construção de composições despreocupadas com a realidade tal qual ela é vista, mas sim, com a expressão assinalada pela mensagem que o artista quer transmitir.


Pogrom - 1937


blog escola 11:42 PM

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Sexta-feira, Outubro 21, 2005

RELATÓRIA DA VISITA À PINACOTECA

Nossa visita à Pinacoteca teve como objetivo conhecer e refletir sobre a potencialidade de seu acervo para estudo da história da cidade de São Paulo. Começamos pelo próprio prédio da Pinacoteca e seu contexto de criação.

Em finais do século XIX, a cidade de São Paulo começa passar por uma grande transformação social e econômica que acaba refletindo na arquitetura da cidade. Com a riqueza provinda do café, ela recebe imigrantes e ex-escravos que se dirigiam para a cidade em busca de sobrevivência, fato que aumentou sua população de 64.934 em 1890 para 239.820 em 1900, representando um crescimento populacional de 268%.

Habitada por uma elite beneficiária dos lucros cafeeiros, a cidade de São Paulo começa deixar de ser uma vila colonial para tomar características de uma cidade urbana e moderna. Num processo de embelezamento, novos prédios começam a ser construídos, para trazer à cidade uma cara nova de cidade "civilizada".

Teatro, prédios públicos ... é nesse contexto de rápido crescimento da cidade que nasce em 1882, de um projeto de Ramos de Azevedo, o Liceu de Artes e Ofícios, hoje Pinacoteca, cujo objetivo era abrigar uma escola para formação de mão de obra especializada, necessária nesse momento devido a demanda por trabalhos de artes em pedra, bronze ou ferro.



O projeto arquitetônico do final do século XIX e início do século XX privilegiava o neoclassicismo em moda na Europa na época, sendo o prédio da Pinacoteca construído em composições simétricas e colunas gregas. No plano original existia uma torre (abóboda) no corpo central do edifício, que por questões financeiras, não foi concretizado.

Do Liceu de Artes e Ofícios muitos artistas e artesãos contribuíram para a nova arquitetura paulistana, trabalhando em estátuas, grades, lustres, trabalhos em pedras, etc. Um trabalho de pesquisa poderá ser elaborado com o objetivo de identificar a colaboração destes personagens do Liceu de Artes e Ofícios para a Arquitetura da cidade, tais como: suas origens, formação educacional e obras realizadas.

Posteriormente, em decorrência da guarda das obras de arte que pertenciam ao Estado de São Paulo, é criada a Pinacoteca que passa a ocupar o prédio do Liceu de Artes e Ofícios.

Ao considerarmos o acervo, privilegiando as pinturas em telas, refletimos sobre as diversas correntes artísticas que influenciaram a criação dos artistas plásticos desde finais do Século XIX até o século XXI.

A arte neoclássica, influenciada pelos cânones trazidos pelos franceses no início do século XIX, refletiam a presença da perspectiva clássica e buscava representar no plano a realidade tal qual o olhar percebia esse real. Proporções equilibradas, pinceladas lisas, apresentavam uma suavidade que proporcionava ao observador a idéia de clareza e ideal, correspondendo ao Belo Clássico, advento dos Gregos.



Os temas da pintura Acadêmica no Brasil, em finais do século XIX, eram os estabelecidos pelo Neoclássico europeu e o compromisso do artista estava vinculado com a monarquia e a aristocracia da época. Seja nos retratos dessa aristocracia ou na construção de cenas, onde a paisagem servia como coadjuvante de fatos importantes ao interesse de quem podia ser consumidor da arte, a construção da obra de arte tinha o papel de valorizar e reafirmar a predominância do poder, com o objetivo de construir idéias que não mudassem as regras da sociedade ou a hierarquia nela estabelecida.

Na primeira metade do século XX, uma vanguarda de artistas no Brasil, influenciados pelo Expressionismo europeu, começaram a criar uma arte crítica à tradição elitista e à arte Acadêmica do Brasil. Introduziram novas técnicas, onde, através das pinceladas, marcam a presença e o estilo do artista e novos temas voltados para a valorização da população brasileira e seus costumes.


2ª classe - Tarsila do Amaral

Da Arte Moderna para a Arte Contemporânea, muitas transformações ocorreram. Novas formas de representação estética surgiram que dialogavam com a era da reprodutibilidade da obra de arte. A divisão da confecção da obra de arte com outros colaboradores, sem necessariamente sua elaboração ser de responsabilidade integral do artista, foram transformações discutidas entre os professores, que diante das obras refletiam sobre as diferenças. Na Arte Contemporânea, ganha maior valorização a idéia que será transmitida pela obra de arte e não seu valor mercadológico, fenômeno que fornece uma maior liberdade de expressão e de versatilidade do material empregado pelo artista.

Ester Galesi Gryga e Ivan Marcos Groff - ATPs Diretoria de Ensino Centro-Oeste.

blog escola 3:45 PM

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Quinta-feira, Outubro 20, 2005

"A Arte da História na História da Arte: Memória Paulistana"
Diretoria de Ensino Centro-Oeste

Ester Galesi Gryga - História
Ivan Marcos Groff - Arte

PROPOSTA DE TRABALHO:

O presente projeto tem uma proposta que envolve as disciplinas de Arte e História e objetiva criar uma discussão voltada para uma visão globalizada da cidade, como um espaço que carrega códigos culturais, construídos no decorrer de sua existência.

As produções artísticas de uma sociedade possuem informações sobre sua história que refletem o olhar do artista sobre ela. Disponibilizar essas informações é democratizar o acesso aos bens culturais e reforçar os conceitos de cidadania pela democratização do acesso à cultura.

O olhar para a cidade sob uma ótica interdisciplinar instrumentaliza o indivíduo, através da ampliação do repertório, de conhecimentos e da reflexão acerca das relações estabelecidas, na busca de uma participação responsável, onde exerça seu papel como cidadão, transformador e suscetível às transformações.

Por meio de visitas monitoradas, discussões em grupos, pesquisas e leituras serão desenvolvidos os encontros em busca de vivências práticas e teóricas, contemplando a interdisciplinaridade e o conhecimento do Patrimônio Material e Imaterial da cidade de São Paulo.

O processo será registrado pelos participantes por meio da elaboração de portfólio eletrônico ou textuais, ressaltando a importância do registro como meio avaliativo.

OBJETIVO GERAL:

- Estimular entre os educandos o conhecimento e a valorização das riquezas presentes na história da cidade de São Paulo, bem como, do entorno da sua vivência.
- Desenvolver novos projetos para o reconhecimento do patrimônio cultural, material e imaterial, da cidade ou do bairro.
- Construir um olhar interdisciplinar para a cidade;
- Transferir conhecimentos correspondentes ao bairro em que a escola está inserida, para a compreensão da história de São Paulo;
- Reconhecer o papel dos museus e instituições culturais na formação e na memória da cidade;
- Pesquisar em diferentes meios (livros, filmes, museus, casas de cultura, reportagens, fotografias, obras de arte etc...) aspectos relevantes para compreender a formação da cidade;
- Fazer a leitura das diversas linguagens, como fonte de conhecimento;
- Instrumentalizar-se para o desenvolvimento do trabalho coletivo a partir de meios eletrônicos.

OBJETIVO ESPECÍFICO:

- Conhecer aspectos históricos do bairro, em que a sua escola está inserida;

- Fazer a leitura de algumas formações deste bairro contemplando as diferentes áreas do conhecimento;

- Relacionar a formação do bairro com a formação da cidade;
- Identificar nas instituições, elementos significativos para a sua pesquisa;

- Utilizar a informática como ferramenta no registro de suas atividades;

- Identificar as diferentes funções dos Museus e Casas de cultura.

METAS:

Desenvolver entre os educadores e educandos um olhar histórico e contextualizado do Patrimônio Cultural da cidade de São Paulo, através da exploração das Instituições Culturais como suporte para o trabalho, objetivando desenvolver as habilidades lingüísticas, artísticas e de compreensão temporal, ampliando o conhecimento histórico e a capacidade de observação crítica.

ESTRATÉGIA METODOLOGICA:

- Formação de grupos de pesquisa;
- Escolha dos temas e dos museus a serem visitados;
- Visitas monitoradas em diferentes museus e casas de cultura: Museu Paulista, Arquivo Histórico do Estado de São Paulo, Memorial dos Imigrantes e Memorial da América Latina (trabalho em parcerias com as Instituições);
- Dinâmicas de grupo e socialização das atividades;

- Registro do processo - portfólio eletrônico - blog;

- Utilização da Internet como meio de registro, divulgação e socialização dos trabalhos realizados.


blog escola 2:26 PM

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Sexta-feira, Setembro 30, 2005



Projeto : DIVERSIDADE E CULTURA

Este projeto surgiu na necessidade de disponibilizar aos estudantes a possibilidade de aprofundamento de uma reflexão sobre a temática "migrações", para compreender o conceito de migrações e os fatores que provocam os processos migratórios.

Justificativa:
Devido a ocorrência de conflitos culturais entre os jovens, surgiu a necessidade de aprofundar o conhecimento de questões que levem o aluno a refletir sobre as diferenças entre as pessoas e os povos, estimulando a curiosidade sobre o conhecimento das diferentes origens e características culturais do grupo e da sociedade.
A reflexão e um conhecimento mais aprofundado sobre as migrações e suas causas podem contribuir para o aumento do respeito às diferenças e a convivência harmoniosa entre eles.

Objetivos Gerais:
Desenvolver o educando, assegurando-lhe e complementando uma formação básica, sobre aspectos culturais importantes para o exercício da cidadania e também fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e auto suficiência em estudos posteriores.

Objetivos específicos:
- Compreensão do espaço geográfico - produção, paisagens, organização e transformação;
- Identificação de relações entre a realidade brasileira e os processos gerais que regem a sociedade contemporânea, tanto no que se refere a natureza, apropriada, transformada e revalorizada quanto no que se refere á sociedade propriamente dita;
- Conhecimento e utilização das técnicas de localização e representação do espaço geográfico;
- Desenvolvimento da capacidade de realização de um trabalho interativo entre os alunos;
- Eliminação dos preconceitos raciais referente às migrações.

Procedimentos:
- Pesquisa sobre as origens familiares do aluno através de entrevistas;
- Pesquisa das principais características culturais, geográficas e econômicas da região de origem do aluno;
- Construção da representação gráfica do caminho da migração familiar;
- Apresentação e socialização aos colegas do conhecimento construído, através de seminários, teatro, dança, exposição fotográfica ou cartográfica.

Material didático:
Músicas, textos selecionados em livros e na Internet, filmes, documentários.
Música: "Cidadão" - Zé Geraldo.
Filme: "Os narradores de Javé"

Avaliação:
O Processo será avaliado continuamente no decorrer dos trabalhos, levando em consideração os seguintes itens:

# Observação dos registros verbais e não verbais elaborados, da participação e da realização das propostas;

# Identificação e organização das informações importantes;

# Execução das tarefas e socialização aos demais membros do grupo nos prazos estabelecidos;

# Elaboração do conteúdo, bem como, sua coerência na associação com a teoria bibliográfica e leituras realizadas.

blog escola 7:32 AM

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Sábado, Julho 16, 2005

PROJETO: "Refletindo nossa História"- Intercâmbio Afro-Brasileiro

OBJETIVO GERAL: Fazer com que o aluno na sua diversidade sinta-se incluído na história de seus antepassados, compreendendo e valorizando essa história no contexto atual.

OBJETIVO ESPECÍFICO:
- Relacionar o conhecimento da cultura Africana ao desenvolvimento da cultura Brasileira;
- Discutir as razões da vinda dos diferentes povos para a América e sua localização geográfica;
- Desenvolver a compreenção sobre a importância dos milhões de africanos que foram trazidos para o Brasil e que contribuíram com a riqueza de suas crenças, dialetos e rituais enriquecendo nossa miscigenação;
- Conhecer produções artísticas e culturais desenvolvidas por artistas Africanos e Brasileiros.

DURAÇÃO: Um Semestre.

METODOLOGIA:
- Orientação para desenvolvimento de Pesquisas em Literatura (Português);
- Cartografia fisica e política (geografia);
- Desconstrução da imagem negativa da religião - língua Iorubá e tradução (história);
- Artistas Plásticos Africanos e Brasileiros que retrataram seus povos e estudo das máscaras africanas (artes);
- Para a partir dessas pesquisas produzir um roteiro de peça teatral envolvendo também: música, dança, folclore, figurino e cenografia (Colcha e retalhos com leituras das obras dos artistas pláticos pesquisados);
- Recursos a serem utilizados: Visitas a espaços culturais que contemplem a cultura africana, exploração de fontes de pesquisa diversas como literárias, virtuais, sonoras, visuais, etc.e aulas expositivas.

JUSTIFICATIVA: Levando em consideração o contexto social e econômico dos alunos da escola pública e a forma como se relacionam com os mitos das desigualdades étnicas, culturais e sociais, se faz cada vez mais importante auxiliar o jovem a se socializar aprendendo a conviver com as diferenças e respeitar o outro. Isso só pode se dar através do conhecimento histórico que contribui para que o indivíduo possa compreender o mundo em que vive e se ver como parte da história. A partir do conhecimento da história da cultura Africana e suas relações no desenvolvimento da cultura Brasileira, o aluno pode despertar para uma valorização do negro, para a compreenção da miscigenação e perceber o preconceito como fruto do desconhecimento e da baixa-estima que reforça as desigualdades entre todos.

Professores: Silvia Augusta Abrahão Jacob - E.E.Alexandre Von Humboldt
Adelina Casari Mantovani - E.E. Prof. Emygdio de Barros
Cleide Lemos Amaral - E.E. Thomázia Montoro
Maurício Almeida - E.E. Thomázia Montoro
Silvia Regina Spinosa - E.E. Augusto do Amaral
Dirceu de Jesus Sant'Ana - E.E. Daniel P. V. Pontes



blog escola 3:23 AM

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PROJETO: História da África do Brasil? Ninguém sabe, ninguém viu.
Público alvo: Ensino Fundamental e Médio.
Duração: 1 bimestre.

Objetivos gerais:

Sensibilizar o aluno quanto às questões das minorias, das diferenças, dos preconceitos, ampliando seu olhar de mundo para fatos que, de tão enraizados, passam despercebidos como piadas, chacotas, e outros, às vezes veiculados na mídia em geral incorporando o discurso dominante.

Objetivos específicos:

*Levar os alunos à um melhor entendimento sobre a cultura e história da África e afro-brasileira;
*Promover o respeito às diversidades étnicas e culturais;
*Estimular atividades de valorização individual.

Justificativa:

Baseados em dados concretos (IBGE, documentos históricos, Constituição e leis) o projeto justifica-se pelo fato de não haver democracia racial, uma vez que não se oferece para grande parte da população-negros e afro-descendentes, oportunidades. Pelo contrário, se exclui, a começar pela evasão escolar. O racismo no Brasil é praticado por asfixia social.

GRUPO:
Kazuko - E. E. Daniel Pontes
Cíntia - E. E. Thomázia Montoro
Silvia Maria - E. E. Guiomar Rinaldi
Margarete - E. E. Virgília R. A. C. Pinto
Maria Aparecida - E. E. Alberto Torres
Silvia - E. E. Dr. Kyrillos


blog escola 3:16 AM

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Domingo, Julho 10, 2005

Projeto: "São Paulo - Educando pela diferença para a Igualdade"

VALORIZAÇÃO DA CULTURA NEGRA NA FORMAÇÃO DA CULTURA BRASILEIRA

"Temos como superar o medo do desconhecido que 'o outro' nos provoca, e enfrentar a aventura que a vida nos promete: basta pensar que a diferença não implica superioridade e que a verdade não é monopólio de ninguém.
A alternativa a essa atitude é assustadora".
Jaime Pinsky

Apresentação

"A ausência da História Africana é uma das lacunas de grande importância nos sistemas educacionais brasileiros. Esta ausência traz conseqüências sobre a população brasileira. Tomando o ambiente brasileiro como de exclusões étnicas, os quais denominamos de racismos, existe um processo de criação de credos sobre a inferioridade do negro, do africano e dos afrodescendentes. Desta forma a ausência de uma história Africana, em primeiro lugar, retira a oportunidade dos afrodescendentes em construírem uma identidade positiva sobre as nossas origens. Segundo, a ausência abre espaço para hipóteses preconceituosas, desinformadas ou racistas sobre as nossas origens, criando assim terreno fértil para produção e difusão de idéias erradas e racistas sobre as origens da população negra. Alimenta um universo do Africano e afrodescendente como ignorante, inculto, incivilizado. Os seres vindos da tribo dos homens nus. É o eixo central determinante dos conceitos inferiorizantes sobre nós negros no país. Em terceiro lugar a ausência da história Africana coloca a apresentação dos continentes e das diversas culturas a nível mundial, em desigualdade de informação sobre os conteúdos apresentados pela educação. Visto termos uma ampla abordagem da história européia, a ausência da história africana nos currículos, induz a idéia de que ela não existe. Que ela não faz parte do conhecimento a ser transmitido".

Objetivo Geral:

Incentivar o trabalho de construção da identidade nacional, resgatando o valor da contribuição da cultura africana na formação étnico-racial brasileira.

Objetivos Específicos:

- Construir um espaço na escola para o estudo sobre da cultura afro-brasileira.
- Divulgar a contribuição da cultura africana na formação da cultura brasileira
- Valorizar a identidade cultural do grupo étnico Afro-Brasil.
- Resgatar a auto-estima da etnia negra.
- Levar os envolvidos a refletir sobre os conceitos de raça, etnia, estereótipo, racismo, preconceito, a fim de desconstruir pré-conceitos.
- Refletir sobre o preconceito nos rótulos atribuídos aos negros que resulta na construção do sentimento de submissão de um grupo étnico.
- Conduzir os alunos à reflexão sobre a cultura afrodescendente - importância, valor histórico e cultural.
- Estimular o contato com elementos de socialização como capoeira, danças narrativas e cantos afro-brasileiros.
- Desenvolver projetos para que ocorra a inclusão cultural e da cidadania ativa por meio da cultura hip-hop para que os jovens possam conhecer seus direitos para que possam intervir na sociedade como agentes transformadores.

Justificativa:

Apesar de a população negra constituir grande parte da sociedade brasileira, o negro ainda é excluído do processo sócio-econômico-cultural.
De um lado estão os brancos que compõem em grande parte a elite e de outro estão os negros donos dos menores índices de alfabetismo, expectativa de vida e numero de universitários, pois neste grupo, o numero de evasão escolar é superior.
Nesse contexto, o sistema político - econômico no Brasil é falho porque não investe em uma educação que possa mostrar ao povo brasileiro a importância do negro no processo de civilização do país, sua história, seus valores e manifestações culturais.
Assim, justifica-se este projeto na medida em que ele objetiva valorizar a cultura negra como elemento construtor da sociedade brasileira e com isso buscar o resgate da auto-estima dessa população excluída.

Metodologia:

A metodologia se fundamentará no estudo dos textos escolhidos a partir da realidade dos alunos, que permitem tecer relações entre os conteúdos abordados e o cotidiano deles.
O desenvolvimento das atividades enfatizará a leitura e a discussão de textos para o seu entendimento, o debate de idéias e a produção final de outros textos utilizando linguagens variadas, incorporando novas idéias e valores étnicos, bem como a utilização correta dos códigos lingüísticos.
O estudo da literatura afro-brasileira, da religiosidade afro, da historia do neocolonialismo na África e da luta de seu povo permearão as pesquisas realizadas, procurando mostrar aos alunos a inter-relação entre os conteúdos e a realidade, para que possam compreender a relevância do despertar de consciência cultural, reafirmando a exaltação dos aspectos étnicos, sociais e culturais como agentes formadores da cultura brasileira.

Integração das disciplinas:

História: pesquisar sobre fatos históricos do povo africano, sobre a cultura e a influência dela na cultura brasileira.

Artes: Fazer dramatização de textos e construir um espaço para a produção de cartazes e grafites.

Educação Física: fazer um estudo sobre a capoeira. Dança ou luta? Qual a sua origem. Apresentação.

Português: mediar o estudo da literatura afro-brasileira, promover a interpretação e produção dos textos, pesquisar letras de musicas que aborde a temática e auxiliar na elaboração de textos que evidenciem a importância da cultura afro-brasileira.

Recursos Materiais:

- Biblioteca;
- leitura de vários tipos de textos: textos jornalísticos, literários, poéticos;
- música;
- sala de vídeo;
- equipamento de som;
- computadores.

Recursos Humanos:

Professor para mediar e orientar a leitura tanto em sala de aula como na biblioteca.

Público Alvo:
Alunos do Ensino Médio.

Avaliação:

A avaliação será processual e formativa. A observação do desenvolvimento dos alunos e a análise das produções permitirão o desenvolvimento de novas atividades que procurem atingir as dificuldades que irão surgindo durante a produção de cartazes, pesquisas e exposições dos trabalhos.
Para isso a avaliação será feita da seguinte forma:
- Observação da participação ativa dos alunos, mostrando-nos interesse e disposição no desenvolvimento das atividades.
- Análise dos relatórios orais e escritos ao final de cada tema trabalhado;
- Acompanhamento e análise dos exercícios e atividades em sala de aula;
- Observação de leitura e discussão de textos;
- Apresentação de seminários;
- Dramatização de textos;
- Exposição dos trabalhos em murais.

Projeto apresentado como trabalho final para o Curso: "São Paulo: Educando pela diferença para Igualdade".
Metodologias de Ensino das Disciplinas de: Português, Historia e Artes.

Professores:
André Oliva - História.
Cláudia Helena - Artes.
Cleide Gaiotto - Língua Portuguesa.
Edna Moroto - Língua Portuguesa.
Geralda Fidélis - Língua Portuguesa.
Rosely Santoro - Língua Portuguesa.



blog escola 7:55 AM

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Domingo, Junho 26, 2005



Projeto: Bem-vindo, professor.
Tema: Do Acadêmico ao Modernismo: Estéticas da Paisagem.
Artistas: Antônio Parreiras, Almeida Júnior, Benedito Calixto, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Lasar Segall, Candido Portinari.
Justificativa: As influências das relações sociais, políticas e culturais exercem uma efetiva ruptura na forma de pensamento da época, e essa mudança é manifestada no processo artístico.
Objetivo: Buscar uma compreensão mais aprofundada das mudanças estéticas nas produções artísticas desse período e as influências que as relações sociais, políticas e culturais exercem na arte, bem como, o poder de transformação que os movimentos artísticos exercem na sociedade. Compreender como as artes contribuem na informação das grandes mudanças nas relações sócio-políticas e culturais da passagem do século XIX para o século XX.

Sites para pesquisa:
Instituto Cultural Itaú
Projeto Portinari


blog escola 10:27 AM

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Domingo, Junho 05, 2005

DIA INTERNACIONAL DO MEIO AMBIENTE


Rio Tietê - vista da Ponte das Bandeiras

Os rios da cidade são espelhos que retratam o respeito que a população tem pelo meio ambiente.
blog escola 6:24 PM

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